A palavra ler assusta ou apaixona?

A palavra ler assusta ou apaixona?

Já alguma vez perguntaste a ti próprio o que significa a palavra ler?

Até aos meus 17 anos a palavra ler não me assustava, criava pânico em mim! Aliás, eu nunca tinha lido um livro até essa altura… sim é isso mesmo, eu nunca tinha lido um livro, nem mesmo os livros que era obrigado a ler na escola.

Lembro-me que na escola primária a biblioteca itinerária ia à escola uma vez por semana, eu tinha que escolher um livro para ler, mas apenas lia os títulos e via as figuras.

Vou ser ainda mais sincero, eu não me lembro de ter lido uma notícia de jornal ou revista com mais do que uma página durante a minha adolescência.

Com 17 anos comecei a interessar-me por livros de arquitetura, mas mesmo assim ainda não sentia grande atração pela leitura e assim foi durante 2 anos.

Em Novembro de 2006, tinha eu 19 anos, conheci uma senhora maravilhosa que me falou de alguns livros que tinham mudado a sua vida e durante 3 meses esse pensamento andou a flutuar na minha mente… até que decidi deixar de ser forreta e comprei o meu primeiro livro, o “Pense e fique Rico” de Napoleon Hill.

O livro parecia interessante, mas eu achava que nada tinha mudado na minha vida e o livro ficou arrumado até um dia em que estava realmente em baixo e comecei a ler o livro outra vez… percebi que alguma coisa tinha mudado em mim e que o gosto pela leitura começava a nascer.

Alguns meses depois eu já tinha comprado vários livros e notava que a leitura começava a influenciar a minha vida positivamente. Comecei a construir o meu “eu” interior e a olhar para a vida de outra forma, percebi milhares de coisas que até então estavam em conflito na minha mente e a leitura fez-me compreender que devia manter os meus sonhos e as minhas ambições.

No entanto, ao longo dos últimos 5 anos tenho tido diversos desafios para tirar o máximo prazer da leitura e vou partilhar 3 deles contigo.

• Riscar o livro e tirar pequenas notas ou fazer apontamentos?

Inicialmente quando conversava com pessoas que liam regularmente, todos me diziam que liam um livro numa semana ou duas e eu demorava um, dois ou três meses para ler o mesmo livro.

“Ou eles estão a exagerar ou eu sou realmente muito lento!”

A grande diferença estava no facto de eles lerem apenas o livro e eu ler o livro e ao mesmo tempo fazer apontamentos desse livro, acabando por não tirar prazer da leitura.

Percebi que em vez de tirar apontamentos podia apenas riscar e fazer pequenas notas. A partir desse momento o prazer da leitura começou a ser maior e percebi que aprendia muito mais com cada livro.

• Ler livros de uma área ou ler todo o tipo de livros?

Depois do desafio anterior ultrapassado, comecei a sentir-me novamente frustrado com a leitura. Como me interessava muito por livros de desenvolvimento pessoal, à medida que ia lendo mais livros a leitura tornava-se cansativa e parecia já não estar a ter prazer em ler. Mas um dia alguém me disse:

“Nunca te interessaste por outras áreas? Romance, aventura, comédia ou ficção científica?”

Realmente eu nunca tinha experimentado outro tipo de livros e não conseguia ler um livro de forma descontraída, porque tinha sempre o foco em interiorizar o conhecimento. A partir do momento em que diversifiquei o tipo de leitura comecei a ter mais prazer em ler e o interiorizar da informação ficou bem mais fácil.

• Ler antes de deitar, de manhã ou quando surge oportunidade?

Existem pessoas que gostam de ler à noite antes de deitar, outras de manhã antes de levantar, outras ainda durante o seu dia. Tudo está certo desde que se tire prazer dessas leituras.

“Defini ler antes de deitar… mas estou tão cansado e já é tão tarde… afinal criei compromisso da leitura, mas não o consigo cumprir!”

Experimentei todos as formas, mas só comecei a tirar mais prazer da leitura quando deixei de ter uma regra de horário fixo para ler. Hoje em dia tenho sempre o livro que estou a ler perto de mim e quando surge algum tempo livre no meu dia paro, vou para um sítio sossegado e confortável e começo a ler.

Neste últimos 7 anos cheguei à conclusão que nunca me tinha apaixonado pela leitura durante a adolescência, porque nunca me tinha esforçado para “aprender a ler”. Descobri que a leitura para além de me dar o conhecimento, também desperta os meus sentidos, transforma o meu “eu”, e sobretudo, desafia e inspira a entrar em ação.

Acabei por ler em 2009 uma terceira vez o “Pense e fique Rico” e hoje tenho a certeza que foi um dos livros que me fez mudar de paradigma.

A leitura tem o poder de mudar a tua vida e cada livro trás dentro de si um potencial enorme de sabedoria.

Abraço e boas leituras 😉

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