O Sapo e a Cobra que Brincavam Juntos

O Sapo e a Cobra que Brincavam Juntos

Era uma vez, um pequeno sapo que encontrou um animal comprido, fino e colorido deitado no meio do caminho.

– Olá! Estás bem?

– Bom dia! Sim, estou ótima! – respondeu o animal comprido.

– Então e o que é que estás a fazer esticada na estrada? Ainda alguém te atropela! – disse intrigado o sapo.

– Estou a aquecer-me ao sol. Sou a Cobrinha e tu?

– Eu sou o Sapinho. Vamos brincar?

E seguiram os dois a brincar pela estrada fora.

– Vou ensinar-te a correr e a saltar! – disse o sapo.

E os dois correm e saltaram até não poder mais.

– Agora é a minha vez! Vou ensinar-te a subir às árvores e a rastejar! – disse a pequena cobra.

E os dois subiram às árvores e rastejaram até não poder mais.

Entretanto o sapo e a cobra ficaram com fome e cada um foi para sua casa lanchar.

– Obrigado por me ensinares a correr e a saltar! – disse a cobra.

– Obrigado por me ensinares a subir às árvores e a rastejar! – disse o sapo.

Já em casa o pequeno sapo mostrou à mãe que sabia rasteja.

– Quem é que te ensinou a fazer isso?

– Foi a minha amiga Cobrinha!

– Tu não sabes que a família das Cobras é perigosa? Estás proibido de brincar com essa tudo amiga! E não quero ver-te mais a rastejar por aí, os sapos não fazem isso! – gritou a mãe do sapo.

Já em casa a pequena cobra mostrou à mãe que sabia saltar.

– Quem é que te ensinou a fazer isso?

– Foi o meu amigo Sapinho!

– Tu não sabes que nós não nos damos com a família dos Sapos? Da próxima vez, agarra no sapo e… bom apetite! E não quero ver-te mais a pular por aí, as cobras não fazem isso! – gritou a mãe da cobra.

No dia seguinte, os amigos encontraram-se no mesmo sítio.

– Acho que não posso brincar mais contigo. – disse triste o sapo.

A pequena cobra olhou para o sapinho, lembrou-se do conselho da mãe e pensou:

“Se ele se aproximar eu enrolo-me nele e devoro-o!”

Mas o dia anterior tinha sido tão alegre e divertido que a cobrinha suspirou e deslizou pelas ervas até o sapinho a perder de vista.

Depois daquele dia, a cobra e o sapo não brincaram mais e passaram os fins de tarde a pensar no único dia em que foram verdadeiros amigos.”

William Bennett

Na vida, tu e eu, às vezes sem dar conta, somos afastados de certas pessoas ou coisas que gostamos. Nós mesmos, a escola, a família, os amigos, o trabalho, o medo, o preconceito, a falta de tempo ou até a distância são muitas vezes aquilo que nos afasta dos outros e daquilo que gostamos de fazer.

Será a atitude certa?

Não!

Depende apenas de ti sair da tua zona de conforto, contrariar os outros, deixar o medo e o preconceito de lado, encurtar a distância e arranjar tempo para estar com quem gostas ou fazeres aquilo que te apaixona.

Um abraço e pensa nisso 😉

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