Um Coelhinho chamado Estrela

Um Coelhinho chamado Estrela

Hoje partilho contigo uma história que tem um significado especial para mim. Foi escrita durante uma noite sem sono numa semana de formação muito intensa, grande descoberta, muito companheirismo e entre-ajuda.

Tinha prometido aos meus colegas de equipa, Maria João, Jorge, Hugo, Patrícia e Johnny que iria partilhar a história mais tarde, por isso aqui vai…

Era uma vez, um coelhinho chamado Estrela que vivia na Floresta da Fantasia. Este coelhinho era repleto de masculinidade, muita força, pouca humildade e um ego gigante.

Todos os dias o Estrela saia de manhã para atravessar a floresta rumo à Terra das Cenouras e seguia sempre pelo caminho mais rápido, o caminho da Autoconfiança. Este caminho era fácil de percorrer, cruzava com bonitas paisagens e por mais estranho que parecesse estava quase sempre Sol.

Certo dia, o coelho levantou-se cedo e decidiu correr até à outra ponta da floresta para apanhar o caminho da Insegurança que o levara também à Terra das Cenouras. Este era um caminho atravessado por animais fracos, rodeado de árvores feias, estava quase sempre nevoeiro e o tempo era escuro, mas o Estrela queria fazer troça dos outros animais e mostrar que era o mais forte e inteligente da Floresta da Fantasia. Mas o que na realidade o Estrela não sabia é que este caminho era cheio de armadilhas e animais perigosos que só os que por lá passavam conheciam.

Quando iniciou a sua caminhada o coelhinho ia confiante, mas rápido o medo e a incerteza começaram a apoderar-se da sua mente. Por outro lado, queria fazer boa figura à frente dos outros animais, chegar mais rápido à Terra das Cenouras e poder roer as mais bonitas que lá existiam, por isso corria a toda a velocidade.

Entretanto o Estrela de tão distraído que ia caiu numa armadilha. Ficou preso e não conseguia soltar-se.

Passou 1h e o Furão aproximou-se para perguntar:

– Precisas de ajuda Estrela?

– Não! Vai-te embora! – respondeu o coelhinho num tom arrogante.

Foram passando mais alguns animais e todos tentavam ajudar o coelhinho, mas quanto mais o tentavam ajudar mais o coelhinho ficava irritado.

– Eu não preciso de vocês! Eu consigo sair daqui sozinho! – respondeu orgulhosamente o Estrela.

Passaram 5h e o Estrela começava a ficar frustrado por ainda não ter conseguido sair dali sozinho.

Mais 1h passou e a raposa Smiley de apenas 3 pernas aproximou-se do coelhinho e perguntou:

– Queres ajuda Estrela?

Apesar de envergonhado, o coelhinho acenou a cabeça e aceitou a ajuda da raposa.

Puxaram, puxaram e puxaram e ao fim de uns minutos lá se soltou a perna do coelho que estava presa na armadilha.

Apesar do Estrela ter ficado coxo para sempre, ele e o Smiley ficaram muito amigos e continuaram a ajudar-se em todos os momentos das suas vidas.

Diogo Ruivo & Johnny Campos

Na vida, nunca deves fechar as tuas fraquezas para que os outros não as conheçam e nunca deves ter medo ou orgulho de aceitar a ajuda dos outros. As tuas fraquezas existem e fazem parte de ti.

Deves procurar aceitar-te a ti mesmo e aos outros como são, com as suas fraquezas e as suas virtudes. Não és menos fraco que os outros, és tu mesmo, um ser humano bonito e maravilhoso que veio ao mundo para ajudar e interagir com os outros.

Equilibrar as tuas forças e as tuas fraquezas ou a tua autoconfiança e a tua insegurança, é seres capaz de dizer aos outros:

“Eu tenho qualidades, mas tu também tens qualidades! Eu sou bom naquilo que faço, mas tu também és bom naquilo que fazes! Eu sou bonito, mas tu também és bonito!”

Se todos aqueles que são preenchidos na vida pela autoconfiança mostrassem as suas fraquezas sem medo, o mundo seria mais colorido.

Um abraço e pensa nisso 😉

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